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Revista Mensageiro - Março de 2017
Vol. 123
Nº 1348
Março de 2017
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Palavra do Diretor Nacional:

O que devo fazer por Cristo?


A vida cristã consiste em assumir a missão que Cristo nos pede. Muitas vezes deixamos para os outros aquilo que podemos fazer, ou então ficamos de fora criticando sem querer ajudar. Algumas atitudes não condizem com nosso seguimento do Senhor. O Reino me diz respeito, a vida da comunidade me diz respeito, as pastorais e serviços me dizem respeito, o futuro do Apostolado da Oração me diz respeito, as pessoas que sofrem me dizem respeito.

Rezar não é outra coisa senão conectar o coração com o Coração de Deus para perceber o que devo fazer por Cristo neste mundo. Rezamos para louvar e agradecer, mas também para nos comprometer com a missão.
Para compreender melhor a importância de estarmos atentos ao bem que devemos fazer, meditemos esta pequena história:

"Um rato olhando pelo buraco na parede vê o fazendeiro e a sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo em que tipo de comida poderia ter ali. Ficou aterrorizado quando descobriu que era uma ratoeira. Foi para o portão da fazenda advertindo a todos.

'Tem uma ratoeira na casa'.

A galinha que estava cacarejando e ciscando, levantou a cabeça e disse:

'Desculpe-me, sr. Rato, eu entendo que é um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda'.

O rato foi até o cordeiro e disse a ele:

'Tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira'.

'Desculpe-me, mas não há nada que eu possa fazer a não ser orar. Fique tranquilo que o senhor será lembrado nas minhas orações'.

O rato dirigiu-se então à vaca. E ela disse:

'O que, sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não'.

Então o rato voltou para a casa, abatido e cabisbaixo, para encarar a ratoeira do fazendeiro. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, ela não viu que a ratoeira pegou a calda de uma cobra venenosa. A cobra picou a mulher. O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre.

Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal - a galinha. Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los, o fazendeiro matou o cordeiro. A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca para alimentar todo aquele povo".

Essa história nos ajuda a perceber que diante de um problema eu não devo pensar que ele não me diz respeito. Quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre perigo. Hoje, mais do que nunca, temos que compreender que os problemas são comuns e devemos também buscar juntos a solução. Não tenho o direito de querer ser feliz sozinho, vivendo isolado.

Muitas vezes encontramos pessoas que vão se apegando a coisas, situações, pessoas, cargos, funções e não querem deixar que nada mude. Como faz bem perceber a hora de sair de cena, de colaborar para que outros possam continuar fazendo melhor o que eu faço bem. É uma dádiva divina reconhecer qualidades e valores nas outras pessoas.

O melhor mesmo é sempre recordar o que Jesus pediu que fôssemos neste mundo: sal da terra, para conservar e dar sabor, e luz para iluminar tantas situações de trevas. Vivendo assim estaremos colaborando na missão de Cristo, fazendo o bem que Ele quer de nós como simples servidores.

Pe. Eliomar Ribeiro, SJ, Diretor Nacional do Apostolado da Oração (AO) e do Movimento Eucarístico Jovem (MEJ), e Diretor de redação da revista Mensageiro do Coração de Jesus
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