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Revista Mensageiro - julho/agosto de 2019
Vol. 125
Nº 1372
julho/agosto de 2019
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Palavra do Diretor Nacional:

Vocação e Santidade: dever de todos!


A vocação e a santidade são convites de Deus para todos os seres humanos. Nós, cristãos, aprendemos isso do próprio Jesus Cristo que, vivendo em nosso meio, fez tudo muito bem e deu-nos a salvação por sua vida-morte-ressurreição.

A Igreja do Brasil reflete e reza pelas vocações, de modo especial, durante o mês de agosto. Cada semana valoriza um chamado e uma resposta. Assim, louvamos a Deus pelo testemunho dos padres, diáconos e bispos, dos consagrados, das famílias, dos missionários e dos leigos.

Tantas vezes nos perguntamos como podemos nos tornar santos. A santidade é um caminho aberto de acolhida da graça de Deus e de serviço pleno à sua vontade, no cuidado com quem mais sofre e é deixado de lado, como fez Jesus.

Damos graças a Deus por tantos diáconos, padres e bispos que gastam suas vidas no ministério ordenado para ajudar as pessoas a entrarem no mistério de Cristo. Os sacramentos presididos por esses irmãos nos revelam a bondade de Cristo, que quer santificar todas as etapas de nossa vida. Rezemos por aqueles que muitas vezes vivem momentos de solidão, de dúvida e de sofrimento.

A vida consagrada, na consagração pessoal a Cristo através dos votos de pobreza, castidade e obediência, revela ao mundo que é possível viver com pouco, com maior liberdade e com integridade do próprio ser. É uma multidão de homens e mulheres entregues ao serviço de Cristo nas variadas situações que a missão exige: educação, saúde, inserção, catequese, orientação, escuta, liturgia etc.

Muitos insistem que a família é uma instituição em crise. Se isso for verdade, não podemos esquecer de tantas famílias que deram e dão certo, compromisso de amor levado adiante a ferro e a fogo, na fidelidade ao amor.

Onde não há cuidado nada cresce, nada se cria, nada vive. É preciso sempre mais cuidar de nossas famílias e ajudar nossos jovens a descobrirem a beleza que é ter uma família.

Na vida de nossas comunidades cristãs, notamos tantas pessoas comprometidas com os diversos serviços, pastorais e movimentos que formam a beleza da comunidade. São leigos e leigas engajados voluntariamente para ajudar o Reino de Cristo a acontecer. Não faltam fofocas, incompreensão, ciúmes, mas a vontade de servir é superior às dificuldades. Não há como retribuir tanta generosidade e doação de nossas lideranças.

O cristão é vocacionado por excelência. Somos chamados ao seguimento de Cristo. Para isso, podemos cultivar um melhor cuidado conosco e com os demais, estar abertos ao diálogo, crescer na vida espiritual e celebrativa, servir a Cristo e à sua missão, promover ambientes de fraternidade, dar uma atenção maior às pessoas que nos procuram, dar tempo para o lazer e o descanso, assumir um engajamento pastoral, cuidar da dimensão profissional, assumir projetos de apoio à vida sofrida etc.

Há santos e santos que chamam a nossa atenção pela simplicidade de vida. Santa Teresinha é uma dessas pessoas singelas, que viveu tão pouco essa vida e que nos exorta a ter um coração maior do que nós no amor à Igreja e à missão. A grandeza da santidade supera a fraqueza até mesmo física. Lembro-me de Ir. Dulce, que em Salvador assumiu o serviço a Cristo no cuidado aos mais marginalizados das ruas. Era uma mulher frágil que encontrava força na oração, na Eucaristia e na caridade aos pobres.

Na carta sobre o chamado à santidade, o Papa Francisco nos diz que "a santidade é o rosto mais belo da Igreja". A vida e o testemunho dos santos e santas são o grande patrimônio da Igreja. A santidade é proposta para todos, sobretudo para quem se sabe humilde e deseja ter o coração como o de Cristo.

"Gosto de ver a santidade no povo paciente de Deus: nos pais que criam os seus filhos com tanto amor, nos homens e mulheres que trabalham a fim de trazer o pão para casa, nos doentes, nas consagradas idosas que continuam a sorrir", diz o Papa Francisco.

Falar sobre vocação e santidade nos faz lembrar de Santo Agostinho que dizia que "a esperança tem duas filhas lindas: a indignação e a coragem. A indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las". O primeiro passo para a santidade depende da minha resposta ao chamado do Senhor, que me ama e me chama.

Pe. Eliomar Ribeiro, SJ, Diretor Nacional da Rede Mundial de Oração do Papa (Apostolado da Oração) e MEJ, e Diretor de Redação da Revista Mensageiro do Coração de Jesus
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